Gestalt-terapia
e Saúde Mental
Intervenções em Ansiedade, Depressão e Sofrimento Existencial
@psi.giovanamoraiszago
Antes de um sintoma, existe um contexto e antes de qualquer rotulação é importante olhar para a relação.
Futuro • antecipação
incerteza • controle
Distanciamento • perda de possibilidades • empobrecimento da experiência
Sentido • escolhas • perdas • liberdade • existência
Antes do sintoma,
existe a pessoa e sua subjetividade.
Pessoa ↔ Ambiente
Nada acontece isolado, mas em um determinado campo, através do contato e do aqui agora.
Pessoa e ambiente em constante relação.
Como encontra e responde ao mundo.
Perceber-se a si e à relação.
A experiência acontecendo no presente.
Respostas possíveis ao campo.
O passado importa pela forma como se manifesta HOJE!
Ex.: aprender a agradar para ser aceita → dificuldade de dizer não → angústia → corpo, imaginação, relação terapêutica.
Quando o futuro
ocupa o presente
“Do controle e da luta para uma possibilidade de diálogo e cuidado.”
Qual a função dessa ansiedade?
“Como faço essa ansiedade desaparecer?”
“O que está acontecendo comigo quando fico ansiosa?”
“Eu preciso saber se vai dar tudo certo.”
- Pensamentos acelerados
- Necessidade de prever possibilidades
- Intolerância à incerteza
- Tentativa constante de controle
- “O que significa não saber?”
- “O que aconteceria se não pudesse controlar?”
- “O que percebe no corpo enquanto fala disso?”
Possibilidades, não protocolo.
“Como isso acontece para você?”
“O que percebe no corpo?”
“O que acontece se permanecer um pouco?”
“Vamos experimentar fazer diferente?”
“O que essa ansiedade tem para dizer?”
A técnica nasce do encontro com o que está acontecendo.
Quando as possibilidades parecem diminuir
Antes de devolver função: como essa pessoa está vivendo?
O que aconteceu com o contato?
- Consigo — Como percebo o que sinto e preciso?
- Com o outro — Como tenho vivido minhas relações?
- Com atividades — O que ainda me mobiliza?
- Com projetos — Há algo apontando para o futuro?
- Com o sentido — O que foi perdido?
O contato como lente clínica: sem pressa, reconhecer a perda antes de reconstruir.
Do que você
sente falta?
Avaliação de risco e cuidado interdisciplinar seguem indispensáveis.
“Como faço isso passar?”
“O que isso significa para mim?”
Acolher, compreender, sustentar, cuidar.
Acolher o sofrimento: aproximar-se sem reduzir a pessoa à dor.
Compreender a experiência: reconhecer, avaliar riscos.
Sustentar a crise: permanecer diante do que acontece.
Construir possibilidades de cuidado: junto com a pessoa.
“Minha vida está aparentemente bem. Mas eu não sei se é essa vida que eu quero.”
Método fenomenológico
Presença antes da técnica.
Uma possibilidade de raciocínio clínico
Vamos experimentar?
“O que está acontecendo comigo agora?”
O que você notou em você?
Awareness em 4 movimentos.
Perceber → Reconhecer → Dar espaço → Ampliar possibilidades
Eliminar • Resposta certa • Interpretar
Aproximar-se • Perceber • Reconhecer necessidades
A clínica começa no encontro.
“Como estou vivendo aquilo que ainda não aconteceu?”
“Como está meu contato comigo, com o outro e com a vida?”
“O que essa experiência significa para minha existência?”
Não é sobre fazer o sofrimento desaparecer, mas sobre desenvolver maneiras saudáveis de lidar com ele.
Obrigada!
Perguntas, reflexões ou experiências?
Giovana de Morais Zago • Psicóloga | CRP-PR 08/45995
Referências
BRITO PINTO, Ênio. Dialogar com a ansiedade: uma vereda para o cuidado. São Paulo: Summus, 2021.
FRAZÃO, Lilian Meyer; FUKUMITSU, Karina Okajima (org.). Gestalt-terapia: fundamentos epistemológicos e influências filosóficas. São Paulo: Summus.
FUKUMITSU, Karina Okajima. Produções sobre sofrimento existencial, crises, saúde existencial e processos autodestrutivos.
PERLS, Frederick; HEFFERLINE, Ralph; GOODMAN, Paul. Gestalt Therapy: Excitement and Growth in the Human Personality.
YONTEF, Gary. Awareness, Dialogue and Process.