Gestalt-terapia e saúde mental

Gestalt-terapia
e Saúde Mental

Intervenções em Ansiedade, Depressão e Sofrimento Existencial

Giovana de Morais Zago Psicóloga  |  CRP-PR 08/45995
Giovana de Morais Zago

@psi.giovanamoraiszago

Um olhar para o sofrimento humano

Antes de um sintoma, existe um contexto e antes de qualquer rotulação é importante olhar para a relação.

Ansiedade

Futuro • antecipação
incerteza • controle

Depressão

Distanciamento • perda de possibilidades • empobrecimento da experiência

Sofrimento existencial

Sentido • escolhas • perdas • liberdade • existência

Antes do sintoma.

Antes do sintoma,

existe a pessoa e sua subjetividade.

História Relações Corpo Contexto Necessidades Experiências Possibilidades
Compreender a pessoa em relação

Pessoa Ambiente

Nada acontece isolado, mas em um determinado campo, através do contato e do aqui agora.

CAMPO

Pessoa e ambiente em constante relação.

CONTATO

Como encontra e responde ao mundo.

AWARENESS

Perceber-se a si e à relação.

AQUI-E-AGORA

A experiência acontecendo no presente.

AJUSTAMENTO CRIATIVO

Respostas possíveis ao campo.

O aqui e agora não exclui a sua história

O passado importa pela forma como se manifesta HOJE!

HistóriaExperiência atualAwarenessNovas possibilidades

Ex.: aprender a agradar para ser aceita → dificuldade de dizer não → angústia → corpo, imaginação, relação terapêutica.

Ansiedade

Quando o futuro
ocupa o presente

Ansiedade
Antecipação Incerteza Controle Tensão corporal Preocupação
ÊNIO BRITO PINTO

“Do controle e da luta para uma possibilidade de diálogo e cuidado.”

Em vez de eliminar, compreender

Qual a função dessa ansiedade?

PERGUNTA HABITUAL

“Como faço essa ansiedade desaparecer?”

PERGUNTA GESTÁLTICA

“O que está acontecendo comigo quando fico ansiosa?”

O que estou antecipando?O que tento controlar?O que evito?O que sinto no corpo?O que significa não saber?
Um exemplo clínico

“Eu preciso saber se vai dar tudo certo.”

O QUE APARECE
  • Pensamentos acelerados
  • Necessidade de prever possibilidades
  • Intolerância à incerteza
  • Tentativa constante de controle
PERGUNTAS POSSÍVEIS
  • “O que significa não saber?”
  • “O que aconteceria se não pudesse controlar?”
  • “O que percebe no corpo enquanto fala disso?”
Intervenções possíveis para ansiedade

Possibilidades, não protocolo.

Exploração fenomenológica

“Como isso acontece para você?”

Awareness corporal

“O que percebe no corpo?”

Amplificação

“O que acontece se permanecer um pouco?”

Experimentação

“Vamos experimentar fazer diferente?”

Diálogo

“O que essa ansiedade tem para dizer?”

A técnica nasce do encontro com o que está acontecendo.

Depressão

Quando as possibilidades parecem diminuir

Distanciamento Perda de interesse Empobrecimento da experiência Desesperança Dificuldade de reconhecer necessidades

Antes de devolver função: como essa pessoa está vivendo?

Depressão e contato

O que aconteceu com o contato?

  • Consigo — Como percebo o que sinto e preciso?
  • Com o outro — Como tenho vivido minhas relações?
  • Com atividades — O que ainda me mobiliza?
  • Com projetos — Há algo apontando para o futuro?
  • Com o sentido — O que foi perdido?

O contato como lente clínica: sem pressa, reconhecer a perda antes de reconstruir.

Uma pergunta que abre caminhos

Do que você
sente falta?

De alguém?De uma relação?De um projeto?De uma versão de si?De um desejo?De uma possibilidade?De sentido?

Avaliação de risco e cuidado interdisciplinar seguem indispensáveis.

Sofrimento existencial
NEM SEMPRE É

“Como faço isso passar?”

ÀS VEZES É

“O que isso significa para mim?”

SentidoEscolhasLiberdadeResponsabilidadePerdasSolidãoFinitudeIdentidade
Karina Fukumitsu • sofrimento existencial e crise

Acolher, compreender, sustentar, cuidar.

1

Acolher o sofrimento: aproximar-se sem reduzir a pessoa à dor.

2

Compreender a experiência: reconhecer, avaliar riscos.

3

Sustentar a crise: permanecer diante do que acontece.

4

Construir possibilidades de cuidado: junto com a pessoa.

Um exemplo clínico

“Minha vida está aparentemente bem. Mas eu não sei se é essa vida que eu quero.”

PERGUNTAS POSSÍVEIS
O que perdeu significado?Quais escolhas são realmente suas?O que vem das expectativas dos outros?O que ainda faz sentido?O que gostaria de experimentar?

Método fenomenológico

A intervenção nasce do encontro

Presença antes da técnica.

Presença
Diálogo
Awareness
Contato
Experimentação
PARA O TERAPEUTAO que está acontecendo aqui?O que estou percebendo?O que o paciente percebe?O que acontece entre nós?
Compreender antes de intervir

Uma possibilidade de raciocínio clínico

1
Aproximar-se da experiência
2
Ampliar a awareness
3
Reconhecer necessidades
4
Perceber contato e ajustamento
5
Ampliar possibilidades
Experiência vivencial

Vamos experimentar?

“O que está acontecendo comigo agora?”

Partilha

O que você notou em você?

O que acabamos de experimentar?

Awareness em 4 movimentos.

FLUXO

PerceberReconhecerDar espaçoAmpliar possibilidades

NÃO BUSCAMOS

Eliminar • Resposta certa • Interpretar

BUSCAMOS

Aproximar-se • Perceber • Reconhecer necessidades

Integrando os três temas

A clínica começa no encontro.

Ansiedade

“Como estou vivendo aquilo que ainda não aconteceu?”

Depressão

“Como está meu contato comigo, com o outro e com a vida?”

Sofrimento existencial

“O que essa experiência significa para minha existência?”

Para finalizar

Não é sobre fazer o sofrimento desaparecer, mas sobre desenvolver maneiras saudáveis de lidar com ele.

Obrigada!

Perguntas, reflexões ou experiências?

Giovana de Morais Zago • Psicóloga | CRP-PR 08/45995

Referências

BRITO PINTO, Ênio. Dialogar com a ansiedade: uma vereda para o cuidado. São Paulo: Summus, 2021.

FRAZÃO, Lilian Meyer; FUKUMITSU, Karina Okajima (org.). Gestalt-terapia: fundamentos epistemológicos e influências filosóficas. São Paulo: Summus.

FUKUMITSU, Karina Okajima. Produções sobre sofrimento existencial, crises, saúde existencial e processos autodestrutivos.

PERLS, Frederick; HEFFERLINE, Ralph; GOODMAN, Paul. Gestalt Therapy: Excitement and Growth in the Human Personality.

YONTEF, Gary. Awareness, Dialogue and Process.

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